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Crítica | Espíritos Obscuros (2021)

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Espíritos Obscuros

Veja nossa crítica sobre o filme Espíritos Obscuros, lançado em 2021.

Com todos os elementos esperados de um bom filme de terror sobrenatural, Espíritos Obscuros explora o horror em torno de uma criatura lendária que se alimenta de seres humanos. Com a direção de Scott Cooper, diretor do ganhador de dois Oscars Coração Louco, e produção do também premiado Guillermo Del Toro, o filme tem tudo para fazer com que o público mergulhe em um suspense de tirar o fôlego, mas nos deixa nadando no raso.

Apesar dos grandes nomes a frente do projeto e da grande profundidade proposta pelos primeiros minutos de filme, o decorrer da produção se mostra superficial e sem muita novidade em relação ao que já estamos acostumados a ver em outros longas do gênero.

Baseado no conto The Quiet Boy, o filme se passa na cidade de Oregon, nos Estados Unidos. O cenário, sempre nublado e com uma paleta de cores opacas, traz a sensação de suspense que colabora muito com o clima de “algo de ruim está acontecendo aqui”.

Filme Espíritos Obscuros

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Personagens

O protagonista, Lucas Weaver (Jeremy T. Thomas), e sua professora, Julia Meadows (Keri Russel) acabam proporcionando um desenrolar mais interessante do que a história central do filme quando Julia passa a suspeitar de possíveis abusos ao observar desenhos feitos por Lucas em sala de aula e, em paralelo a isso, entrega flashbacks de abusos sofridos por ela que justificam sua empatia com o que pode estar acontecendo com o garoto.

Cena do filme Espíritos Obscuros

Enquanto isso, o pai de Lucas, Frank Weaver (Scott Haze), pouco dá as caras, literalmente, e tem um final murcho, sem muito destaque e até mesmo decepcionante, embora o personagem tenha todos os elementos necessários para proporcionar o terror proposto nos primeiros minutos de filme.

No geral, um grande acerto, sem dúvida alguma, está na criatura, que possui um visual extremamente inesperado e horripilante, além de passar ao público um ar de destruição e até mesmo de invencibilidade.

Em contrapartida, a produção peca ao deixar de se aprofundar na questão do conhecimento do povo nativo, que conta apenas com uma breve participação do ator Graham Greene, que dá vida ao personagem Warren Stokes durante alguns minutos, apenas para dar uma explicação não muito convincente sobre a origem da besta e como matá-la.

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[Total: 1 Média: 5]
Higor Mendes
Redator com mais de cinco anos de experiência, apaixonado por história, filmes, séries, jogos e curiosidades em geral.

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