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Crítica | A Lista de Schindler (1993)

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A Lista de Schindler

Veja nossa crítica do filme A Lista de Schindler, de 1993.

Antes de qualquer tipo de análise a respeito da obra em si e seus elementos como produção cinematográfica, se faz importante entender a importância que A Lista de Schindler apresenta no contexto histórico mundial. À época dos acontecimentos, em meio a Segunda Guerra Mundial, pouco se sabia sobre os detalhes do que de fato acontecia na Europa, o que faz com que os relatos reais presentes nesse filme adquiram ainda mais valor e colaborem para um aprendizado para toda a humanidade.

A Lista de Schindler tem como cenário inicial o Gueto de Cracóvia, um dos lugares onde os Nazistas reuniram e segregaram os judeus que viviam naquela região da Polônia durante a ocupação alemã. O lugar também servia como ponto de seleção daqueles que eram considerados aptos ao trabalho que, obviamente, era escravo.

O filme aborda, então, o contexto de um homem que viu ali uma oportunidade de fazer dinheiro e que, para isso, usaria de todos os artifícios e vantagens disponibilizados por sua posição como membro do partido nazista e sua boa relação com pessoas influentes dentro da SS.

Oskar Schindler

Liam Neeson como Oskar Schindler

O que poderia ser mais uma entre as milhares de atrocidades que ocorreram no decorrer da Segunda Guerra Mundial, se tornou então uma das mais lindas histórias de amor à vida humana e Steven Spielberg, diretor da trama, soube repassar de forma sutil e gloriosa toda a transição que levou Schindler a salvar cerca de 1.200 judeus da morte certa nos campos de concentração nazistas.

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Parte técnica de A Lista de Schindler

Pode parecer estranho um filme gravado em meio a década de 90 ser exibido em uma película em preto e branco, afinal, as primeiras imagens coloridas que se tem conhecimento datam de 1902. Todavia, esta foi, sem dúvidas, uma das jogadas mais brilhantes e certeiras de Steven Spielberg na direção desse longa.

Como acrescentar cor para um período tão sombrio? A escolha do diretor traduziu de forma genial toda a melancolia e a tristeza que rondavam os acontecimentos daquela época. Mas a genialidade não se resume apenas a deixar uma imagem em preto e branco.

A forma como Spielberg intercala o claro e o escuro trasmite toda a sensação de tristeza ou de esperança de cada lugar, como nas sombras extremamente densas durante a chegadas dos trens transportando judeus para os campos e a fachada da fábrica de Schindler totalmente limpa e iluminada.

Fachada da fábrica de Oskar Schindler em A Lista de Schindler

Fachada da fábrica de Oskar Schindler em A Lista de Schindler

Spielberg alcançou uma combinação perfeita entre luz e sombra que acrescentou um conjunto de emoções visuais à sua obra, como, por exemplo, os olhos constantemente iluminados de Schindler e nos rostos escurecidos por leves sombras dos nazistas de destaque no filme.

Atores

Não muito distante do brilhantismo do diretor, temos nos atores o que há de melhor no quesito emoção. Dos figurantes ao personagem principal, as atuações são marcantes e extremamente delimitadas, ou seja, sabemos muito bem a função de cada ator ali presente e entendemos o elemento que ele representa dentro do contexto da história. Cada figurante que foge para se esconder, cada soldado dentro de um grupo que patrulha Cracóvia, todos formam um conjunto maravilhoso que nos faz pensar que, de fato, estamos ali vendo tudo que aconteceu.

Ralph Fiennes, Ben kingsley, Steven Spilberg e Liam Neeson.

Da esquerda para a direita: Ralph Fiennes, Ben kingsley, Steven Spielberg e Liam Neeson.

Indo mais a fundo em três personagens, especificamente Oskar Schindler (Liam Neeson), Itzac Stern (Ben kingsley) e Amon Goeth (Ralph Fiennes), é incrível a semelhança física dos atores com os personagens reais, mas o que realmente impressiona é a sincronia alcançada pelos atores. Como se juntos na mesma cena eles fossem capazes de causar um impacto emocional ainda mais intenso.

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Protagonista

A história real de Oskar Schindler traz, inicialmente, um homem vil, aproveitador e completamente indiferente quanto a segregação que ocorria na época. No que entendemos da trama, a mudança de pensamento teria começado a ocorrer após presenciar determinados acontecimentos durante a evacuação do Gueto de Cracóvia.

É importante ressaltar a perfeita transição entregue por Liam Neeson quanto ao que seria a forma de pensar de Oskar Schindler e a forma como o personagem passa a utilizar da malandragem e boa lábia em prol de terceiros e não mais do individualismo.

De forma sutil, leve e completamente humana, observamos uma mudança totalmente justificada por acontecimentos, demonstrando um verdadeiro talento do ator não apenas para reproduzir falas, mas passar sentimento. Um legítimo exemplo de linguagem corporal e expressões faciais usadas com perfeição.

Info: IMDb

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[Total: 3 Média: 5]
Higor Mendes
Redator com mais de cinco anos de experiência, apaixonado por história, filmes, séries, jogos e curiosidades em geral.

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